Estudo revela poucos registros de reação adversa à dose contra gripe A

por Imprensa Sinasa
O número de casos de síndrome de Guillain-Barré (SGB) depois da vacinação contra a gripe suína é menor que o esperado, segundo estudo divulgado ontem no Encontro Anual da Academia Americana de Neurologia. O resultado confirma pesquisas anteriores que demonstravam a segurança da vacina. A síndrome surge quando as defesas imunológicas atacam o sistema nervoso periférico. Os sintomas iniciais são formigamento e fraqueza. Pode evoluir para quadros de paralisia.

Temia-se a repetição do que aconteceu na campanha de imunização para a gripe H1N1 de 1976, quando o número de ocorrências da síndrome permitiu estabelecer uma relação direta entre a vacina e a doença.

Agora, o sistema de vigilância dos eventos adversos da vacina, nos Estados Unidos, mostrou que houve pouquíssimos casos de SGB, menos até do que o observado na imunização contra gripe sazonal, em 2009. Para dez milhões de doses da vacina contra gripe suína, houve 3,5 casos da SGB. No caso da influenza sazonal, houve 7,3 casos para um universo semelhante.

Fonte: Agência Estado

H1N1: Cuide-se!

por Imprensa Sinasa

Agora no outono, março, abril e maio de 2010, estamos assistindo aos veículos de comunicação nos informando sobre a vacinação contra o vírus da influenza. É uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus influenza A (H1N1). Este novo subtipo do vírus da influenza, assim como a gripe comum, é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio de tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

Os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias após contato com esse novo subtipo do vírus e a ransmissão ocorre, principalmente, em locais fechados. Quase que completamente, não temos defesa contra o atual vírus H1N1, porque ele se assemelha ao vírus de 50 anos atrás. Assim, pessoas com menos de 50 anos de idade, podem estar mais suscetíveis à doença do que as pessoas com mais de 50 anos de idade.

Esse vírus atual tem grande capacidade de transmissão inter-humana, porém, não causa doença grave e tem baixa letalidade se bem tratada. A vacina não previne a H1N1 mas, reduz bem o risco das complicações. Como esse vírus tem grande capacidade de mutação, a grande preocupação agora dos profissionais de saúde é que não se sabe qual será o comportamento do vírus no inverno de 2010.

Cuidados gerais que devemos ter SEM FALTA:

- Lavar as mãos com água e sabão (até fazer espuma) SEMPRE QUE TOSSIR OU ESPIRRAR, depois de usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar os olhos, boca e nariz;
- Ao tossir e espirrar, COBRIR A BOCA COM LENÇO DESCARTÁVEL.
- Utilizar álcool gel após lavar as mãos é sempre um cuidado a mais;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal: toalhas, copos, etc.;
- Evitar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas, principalmente quando estiver com gripes e resfriados;
- Manter os ambientes arejados, com ventilação e circulação de ar, mesmo em casa e no trabalho;
- Não se automedicar;
-
Consumir alimentos ricos em nutrientes que ajudam na imunidade do organismo, como por exemplo vitamina C presente nas frutas cítricas e gengibre.

NÃO PENSE QUE SÓ "OS OUTROS" É QUE CORREM RISCO DE CONTRAIR O H1N1.
TODOS NÓS, EM NOSSAS CASAS, AMBIENTES DE TRABALHO E MEIOS SOCIAIS ESTAMOS SUJEITOS A CONTRAIR O VÍRUS E TRANSMITI-LO.

Colaboração: Dra Carolina Marques Oliboni - Nutricionista - CRN 21790 - carolina@nutricentro.com.br  

Autoridades da Noruega anunciam detecção de mutação no H1N1

por Imprensa Sinasa

por Luis Fernando Correia | blog Luis Fernando Correia

Autoridades sanitárias da Noruega divulgaram que foi identificada uma mutação no Vírus Influenza A H1N1 que circula naquele país. A alteração genética foi encontrada em pacientes que apresentaram uma evolução mais grave da infecção pelo vírus da “gripe suína”.

O vírus da gripe é muito mutável, por isso a Organização Mundial da Saúde mantém desde a epidemia de SARS na Ásia uma rede mundial de laboratórios que monitoram os vírus circulantes e suas possíveis mutações.

Em pronunciamento hoje (20/11) a OMS afirma que outras mutações já foram detectadas no vírus Influenza A H1N1, porém sem que isso signifique uma mudança no padrão de disseminação do vírus ou agravamento da pandemia em curso.

Os vírus mutantes continuam sensiveís aos medicamentos usados para o tratamento: oseltamivir e zanamivir. Quando testados perante a vacina disponivel, essa se mostrou eficiente na prevenção.

O País de Gales também relatou mutações do H1N1, nesse caso os pacientes que apresentaram a mutação eram portadores de imunodeficiências, o que os tornava mais suscetíveis às infecções.

De que qualquer forma, os relatos de mutação e mesmo de resistência aos medicamentos são esporádicos e estão sendo acompanhados.

Como já foi tido por um pesquisador: “A única certeza que se pode ter com o vírus Influenza é que não há certezas do seu comportamento”.

Balanço da Gripe

por Imprensa Sinasa

por Luis Fernando Correia | blog Luis Fernando Correia

Parece que faz muito tempo, mas são só seis meses desde o início da pandemia de gripe que atinge a nossa aldeia global.

A partir dos primeiros casos detectados no México e Estados Unidos, praticamente todos os países do mundo já registraram a presença do novo vírus causador da doença.

Inicialmente foi chamada de gripe suína, nome que permaneceu no vocabulário popular apesar de se tratar de uma infecção de humanos. O vírus Influenza A H1N1 veio para ocupar o posto de vírus de gripe pandêmico esperado pelos especialistas há décadas.

A OMS, Organização Mundial da Saúde, diante do grande número de casos e da impossibilidade de confirmar laboratorialmente todos, orientou que se contassem somente os casos mais graves e que fossem testados.

De lá para cá, são mais de 420 mil pessoas infectadas, com pelo menos 5 mil mortes confirmadas em quase todo o mundo, e a cada semana novos países detectam casos e infelizmente registram fatalidades.

O novo vírus se mostrou facilmente transmissível e capaz de ocupar o espaço do vírus da gripe sazonal se tornando o principal da temporada de gripe 2009/2010.

Uma das surpresas foram os grupos mais atingidos pela infecção. Diferente do habitual os mais jovens, as grávidas e as crianças apresentaram os quadros mais graves, com vários pacientes necessitando de suporte de terapia intensiva e tratamento agressivo.

Alem desses grupos, pessoas com doenças crônicas e especialmente os obesos estão pagando um preço alto durante a atual pandemia.

No balanço geral da situação, o H1N1 se mostrou capaz de se disseminar rapidamente, alcançando o status de pandemia, atingindo praticamente todo o globo em poucas semanas. Felizmente a maioria dos casos é de curso benigno e a taxa de letalidade do vírus é semelhante a do vírus da gripe comum.

A boa notícia é de que, apesar do pouco tempo, uma vacina contra o novo vírus pode ser desenvolvida. Já está sendo aplicada no hemisfério norte nesse início de outono, preparando as populações para o inverno que se aproxima.

Infelizmente ainda não se produzirá a quantidade ideal de vacinas. Portanto, o número desejado de pessoas imunizadas, estimado pelas autoridades em 75%, não será atingido a tempo.

A primeira grande lição da pandemia do H1N1 foi de que os sistemas de detecção de novas viroses, montado desde o alarme da SARS e da Gripe Aviária, se mostrou capaz de identificar rapidamente o aparecimento de uma nova doença e permitir o isolamento de seu causador.

A pandemia de gripe, que era esperada pelos especialistas, chegou e vem cumprindo seu curso natural, atravessando o mundo em semanas e devendo permanecer entre nós ainda por algum tempo. Felizmente, não foi tão severa quanto se temia, quando lembramos da pandemia de 1918/19.

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