Segundo dados do Ministério da Saúde,
os acidentes de transporte terrestre (ATT) são a segunda causa de morte entre as
causas externas (homicídios, suicídios, quedas, etc), que são a terceiro motivo
de morte no Brasil. Em 2006 foram registrados cerca de 35 mil óbitos por
acidentes de transporte no País, sendo 82% homens.
Em São José dos Campos, no ano de
2007, a taxa de mortalidade por acidentes de trânsito foi de 21,7, por cem mil
habitantes, segundo números da Secretaria Municipal de Saúde.
Estes dados chamam a atenção para
alguns fatores, entre eles o correto e rápido atendimento médico a vítimas de
acidentes, que requerem cuidados específicos, já que na maioria dos casos
apresentam politraumatismos com grande risco de morte.
O acompanhamento destes pacientes deve
ser feito por um cirurgião, desde sua entrada no hospital até a alta, pois 20%
das mortes por politrauma acontecem após o período mais crítico, devido a
complicações tardias.
Para dr. Fábio Morábito do Hospital
viValle, que faz parte da rede credenciada do Sinasa, “vítimas de acidentes de
trânsito são pacientes diferenciados, já no primeiro atendimento é necessário
seguir o protocolo do ATLS (Advanced Trauma Life Suport) adotado pela Sociedade
Americana de Cirurgia, que consiste em melhorar a qualidade da
abordagem inicial do doente de politraumatismo,
com o objetivo de reduzir a mortalidade e possíveis sequelas. Depois a evolução
do quadro deve ser constantemente monitorada, o que facilita a detecção de
complicações e a necessidade de atendimento especializado”.
O IEP viValle está planejando, ainda
para este ano, dois cursos de ATLS para profissionais da
Saúde.
Fonte: IEP viValle