Caros internautas,

por Imprensa Sinasa
É com satisfação e com prazer que apresentamos a vocês o novo site do Sinasa. Elaborado por uma equipe especializada, a nova ferramenta nasceu para facilitar e trazer comodidade à vida do associado. Além de obter todas as informações necessárias para se cadastrar, conhecer a rede de médicos, laboratórios e hospitais parceiros e esclarecer as principais dúvidas sobre a empresa, o Internauta encontra agora um espaço interativo com informações sobre saúde e qualidade de vida. Sabe aquela especialidade médica que você nunca soube para que serve? E aquela doença que assusta? Tudo isso e muito mais, desejamos que você possa desvendar em nosso blog. Sempre atualizado, o espaço terá reportagens especiais, artigos assinados por colunistas das mais diversas especialidadessessões com dicas de prevenção, nutrição, beleza, bem-estar, entrevistas com profissionais de saúde e muitas histórias interessantes de vida. Agradeço pela atenção e conto com a colaboração de todos. Cordiais Saudações, Marcos Sarvat - Diretor médico do Sinasa.

Crianças vibram com o prato que transborda energia

por Imprensa Sinasa

por Minha Vida | do site http://msn.minhavida.com.br

A presença de carboidratos se destaca na fase de crescimento acelerado

A partir dos dois anos de idade, a criança passa por diversas e constantes transformações. E a alimentação exerce grande influência nesse processo, tendo papel fundamental no desenvolvimento dos músculos, no crescimento dos ossos e na manutenção do peso.

As mudanças mais notáveis acontecem até a puberdade, que costuma chegar por volta dos 12 anos, nos meninos, e depois dos 10 nas meninas. Até atingir essa idade, as crianças de ambos os sexos ganham, em média, três quilos por ano. Já a estatura aumenta de seis a oito centímetros, anualmente. O ritmo de crescimento desacelera conforme a criança se aproxima da puberdade, fase em que o crescimento retoma a velocidade.

A quantidade de energia necessária para a criançada crescer é determinada de acordo com a idade, sexo, peso, altura e nível de atividade física. Um menino de quatro anos, com 15 quilos e medindo 1,02 metros, por exemplo, precisa de 1.700 calorias diárias, aproximadamente.

Para obter toda essa energia, os carboidratos (encontrados nos pães, cereais, frutas e legumes) devem estar presentes na maior parte da alimentação, representando de 50 a 60% do cardápio e divididos entre todas as refeições do dia. Ainda tomando a dieta de 1.700 calorias diárias como exemplo, os carboidratos correspondem a 850 desse total, o equivalente a 212,5 gramas.

As proteínas são outras participantes de peso no prato das crianças. Encontradas nas carnes, leguminosas (feijão, lentilha, soja), leite e derivados, elas são as responsáveis pelo fornecimento de aminoácidos essenciais, colaboradores na formação e no desenvolvimento do organismo.

Crianças de um a três anos precisam ingerir, pelo menos, 13 gramas de proteína, por dia. Já aquelas que estão entre os quatro e oito anos de idade necessitam de 19 gramas diárias, enquanto a faixa etária de nove a 13 anos exige 34 gramas diariamente.

No time dos alimentos que devem ser evitados por causarem diversos malefícios à saúde estão os gordurosos, que podem levar ao aumento das taxas de colesterol e ao excesso de peso, por exemplo. No entanto, alguns tipos de gordura desempenham atividades importantes no organismo.

As vitaminas A, D, E e K, por exemplo, só são absorvidas quando a gordura está presente. Por isso, elas devem corresponder de 25 a 30% do valor calórico total da dieta. Boas opções para atingir essa meta são azeite, óleo e creme vegetal, carnes, leites e derivados.

Além dos macronutrientes, cálcio, ferro, zinco e vitamina A, representantes do time dos micronutrientes, também merecem destaque no cardápio das crianças. O ferro está envolvido em tarefas como transporte de oxigênio para todas as células, transporte de elétrons para a produção de energia e síntese de DNA.

É fácil encontrar o mineral nas carnes vermelhas e verduras verde-escuras. Os valores recomendados para as crianças variam de 7 a 10 miligramas por dia. Um bife médio de carne vermelha contém 2,31 mg.  

Por ser um componente dos pigmentos visuais, o papel que a vitamina A desempenha sobre a nossa visão ocupa a primeira posição na lista de funções da vitamina. Sua absorção pode ser prejudicada em situações comumente vivenciadas na infância, como infecções intestinais e respiratórias, e sarampo. Assim, alimentos fortificados, frutas e vegetais de cor alaranjada são muito bem-vindos no prato dos pequenos, já que eles são boas fontes de pró-vitamina A. O consumo ideal varia de acordo com a idade da criança, mas fica entre 300 e 600 microgramas por dia. Meia xícara de cenoura picada apresenta 385 mcg.

Micronutrientes para o crescimento
Já o zinco é fundamental para o crescimento e desenvolvimento da criançada, além de participar do fortalecimento do sistema imunológico. Suas principais fontes alimentares são as carnes e a recomendação diária gira em torno de 3 a 8 miligramas. Um bife médio de carne vermelha oferece 5,8 mg.
 O cálcio, nutriente envolvido na formação óssea, é bem representado pelo leite, que continua sendo fundamental no menu infantil. A ingestão adequada durante a fase de crescimento está associada à prevenção de fraturas ósseas em idades mais avançadas. A recomendação é que os pequenos tomem meio litro de leite, diariamente. A quantidade pode ser completada com derivados do leite, como iogurte e queijo.

Vale lembrar que o apetite das crianças é bem variável. Portanto, não é preciso forçar a ingestão, caso eles relutem. A insistência de alguns pais pode resultar em problemas com a balança ou aversão por determinados alimentos. Mas estabelecer uma rotina, determinando horários certos para as refeições, ajuda a criança a criar bons hábitos alimentares e evita que ela petisque salgadinhos e balas entre os pratos principais.  

As guloseimas não precisam ser excluídas do cardápio, porém, controlar a ingestão é necessário. Em excesso, as delícias podem levar a não aceitação de alimentos importantes para o desenvolvimento, como legumes, frutas e verduras. Sem contar que elas estão relacionadas ao aumento de peso, ao desenvolvimento da resistência à insulina (pré-diabetes) e alterações sanguíneas de colesterol e diabetes.

A polêmica da mamografia

por Imprensa Sinasa

Por Luis Fernando Correia | Blog Luis Fernando Correia

Uma mudança de recomendação quanto ao uso da mamografia para a prevenção do câncer de mama, emitida por uma força tarefa criada pelo governo norte-americano gerou polêmica e preocupação através do mundo.

Afinal quando as mulheres devem começar a fazer exames de mamografia? E o quanto isso pode trazer de benefícios ou problemas para elas?

A nova recomendação publicada recentemente indica que a mamografia é mais eficiente para as mulheres com idades acima dos 50 anos e que deve ser feita a cada 2 anos. (http://www.ahrq.gov/clinic/uspstf/uspsbrca.htm).

Essa recomendação contraria outra emitida pelo mesmo grupo há 7 anos atrás quando disseram que o ideal seria que as mulheres fizessem mamografias anuais a partir dos 40 anos de idade.

Vamos tentar colocar as coisas na perspectiva correta. Quem está nessa Força Tarefa que está em evidência? 16 especialistas e professores universitários que têm a função de assessorar políticos, médicos e empresas particulares e redigir recomendações após revisão das evidências científicas disponíveis.

O que chama atenção nesse caso é que nenhum desses especialistas é oncologista ou trata de pacientes com câncer ou fazia parte do grupo que fez as recomendações há 7 anos.

Os Estados Unidos estão passando por um momento de reavaliação do seu sistema de saúde e de como será feito seu financiamento. Uma recomendação como essa pode significar uma “economia” de milhões de dólares.

A analise fria dos números até apóia a decisão da comissão de especialistas, aliás, representada por uma especialista em informática médica, a Dra Diana Petitti.

A avaliação é simplesmente matemática. As mamografias são mais eficientes na faixa etária dos 60 aos 69 anos, evitam 1 morte a cada 377 pacientes, comparado a 1 morte evitada para cada 1904 pacientes dos 40 aos 49 anos.

A dificuldade é que outros números não parecem tão interessantes para esses especialistas.

Uma pesquisa realizada pelo grupo de inteligência da revista The Economist, levantou que em 2009 o numero de casos de câncer de mama, no mundo todo deve chegar a 1 milhão e 300 mil casos, 10 % do total de casos de câncer no mundo. No Brasil 50 mil  mulheres receberão esse diagnóstico em 2009.

Os tumores malignos de mama irão custar ao mundo quase 29 bilhões de dólares em 2009, somados os custos médicos, perda de produtividade e custos não-médicos do tratamento.

A detecção precoce tem melhorado esse quadro através das últimas décadas. De 1990 a 2003 a taxa de mortalidade pela doença caiu 24%, de 33,3 mortes por 100 mil mulheres para 25,2 mortes para 100 mil mulheres.

Os médicos que estudam os tumores malignos de mama acreditam que metade dessa redução deva-se à utilização da mamografia para detecção da doença.

As organizações internacionais que lidam com o câncer como a Associação Americana do Câncer, Associação Americana de Radiologia e a Fundação Suzan G. Komen, divulgaram posição contra a mudança das atuais recomendações de mamografias a partir dos 40 anos.

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer, do Brasil, recomenda  que a mamografia seja realizada, com um intervalo não maior do que 2 anos a partir dos 50 anos  a não ser que a mulher tenha casos de tumor maligno de mama na família.

Em nosso país também, uma lei federal garante o direito à mamografia na rede do SUS as mulheres com mais de 40 anos.

Uma observação importante. Independente da qualidade ou motivação da conclusão da força tarefa norte-americana em nosso pais lidamos com uma população diferente, com perfil genético próprio e as observações de lá podem não se aplicarem aqui.

E o recado mais importante: toda mulher deve conversar com seu médico sobre a prevenção do câncer de mama e traçar a melhor estratégia para seu perfil de risco.

Não entre na triste estatística brasileira onde só conseguimos 10% de detecção precoce dos tumores dificultando o tratamento quando necessário.

Veja Mais