Autoridades da Noruega anunciam detecção de mutação no H1N1

por Imprensa Sinasa

por Luis Fernando Correia | blog Luis Fernando Correia

Autoridades sanitárias da Noruega divulgaram que foi identificada uma mutação no Vírus Influenza A H1N1 que circula naquele país. A alteração genética foi encontrada em pacientes que apresentaram uma evolução mais grave da infecção pelo vírus da “gripe suína”.

O vírus da gripe é muito mutável, por isso a Organização Mundial da Saúde mantém desde a epidemia de SARS na Ásia uma rede mundial de laboratórios que monitoram os vírus circulantes e suas possíveis mutações.

Em pronunciamento hoje (20/11) a OMS afirma que outras mutações já foram detectadas no vírus Influenza A H1N1, porém sem que isso signifique uma mudança no padrão de disseminação do vírus ou agravamento da pandemia em curso.

Os vírus mutantes continuam sensiveís aos medicamentos usados para o tratamento: oseltamivir e zanamivir. Quando testados perante a vacina disponivel, essa se mostrou eficiente na prevenção.

O País de Gales também relatou mutações do H1N1, nesse caso os pacientes que apresentaram a mutação eram portadores de imunodeficiências, o que os tornava mais suscetíveis às infecções.

De que qualquer forma, os relatos de mutação e mesmo de resistência aos medicamentos são esporádicos e estão sendo acompanhados.

Como já foi tido por um pesquisador: “A única certeza que se pode ter com o vírus Influenza é que não há certezas do seu comportamento”.

Chá diminui consequências físicas do stress

por Imprensa Sinasa

da Revista Mente Cérebro, 15/11/09

Hábito inglês reduz níveis de cortisol e riscos de doenças cardíacas

Quatro xícaras de chá preto durante cinco dias foram suficientes para reduzir os níveis de hormônio cortisol em pessoas estressadas. O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de Londres e publicado na revista Psychopharmacology. O que agora desfia os pesquisadores é descobrir quais são exatamente quais substâncias presentes no chá são responsáveis pelo efeito. “Embora não pareça reduzir o stress subjetivo, o chá preto diminui significativamente os níveis de hormônio do stress, protegendo o organismo do risco de patologias crônicas e particularmente de doenças cardíacas”, explica Andrew Steptoe, coordenador da pesquisa.

12% das gestações no Brasil têm complicações graves

por Imprensa Sinasa

Por Flávia Mantovani, Folha de São Paulo - Saúde

Dado é similar ao de outros países, mas mortalidade materna é maior aqui

De todas as gestações brasileiras, cerca de 12% têm complicações graves, mostram os resultados dos primeiros três meses de um projeto de vigilância epidemiológica que acompanha os partos ocorridos em 27 hospitais-referência do país.

Os dados foram apresentados no 53º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, que termina hoje em Belo Horizonte. O sistema é financiado pelo CNPq e pelo Ministério da Saúde e tem apoio da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Trata-se do primeiro estudo prospectivo -que acompanha os casos à medida que ocorrem- a levar em conta os novos critérios da OMS para complicações graves na gravidez. Essa padronização, que permite comparar a situação em diversos países, foi divulgada oficialmente no mês passado.

No Brasil, as principais complicações são as decorrentes da pressão alta e as hemorragias no pós-parto, além das infecções. Em países desenvolvidos, os maiores problemas acontecem por doenças já existentes, como diabetes ou cardiopatias.

"Até dez anos atrás, o indicador mais importante para medir a saúde materna era a mortalidade. Como o número absoluto de mortes maternas é relativamente pequeno e os programas para reduzir a mortalidade materna no fim da década passada não alcançaram as metas previstas, a OMS viu que seria mais produtivo focar no que ocorre antes da morte: as complicações obstétricas graves", explica José Guilherme Cecatti, professor titular de obstetrícia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e coordenador do projeto brasileiro.

Frequência similar

A frequência de complicações, de 12%, é semelhante à de outros países, mas a mortalidade materna é mais alta no Brasil do que em outras nações, o que sugere que os brasileiros não estão lidando bem com as complicações. Se no Japão ou no Canadá há no máximo dez mortes maternas por 100 mil nascidos vivos, no Brasil o índice é de 70 a 140.

"A gravidez tem complicações na Suécia e em Bangladesh. A proporção é similar, a diferença é a forma como cada país trata esses problemas e o estado de saúde geral da paciente. Uma coisa é tratar uma mulher saudável, outra é tratar uma anêmica", diz Cecatti. Para ele, ao notarem antes o que é um caso grave, os médicos conseguem agir mais rapidamente.

A obstetra Márcia Aquino, diretora de divisão médica da maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo, diz que depois os participantes do estudo avaliam o que poderia ter evitado as complicações.

 

Nutrição e comportamento

por Imprensa Sinasa

por Luis Fernando Correia | blog Luis Fernando Correia

Estudo norte americano mostra que há ligação entre má nutrição na infância e comportamentos anti-sociais na adolescência e em adultos jovens.

Depois de acompanhar por cerca de quatorze anos crianças mal nutridas na primeira infância, pesquisadores de uma universidade da Califórnia conseguiram estabelecer uma relação entre deficiências de vitaminas e sais minerais e problemas mais tarde.

As crianças mal nutridas aos três anos de idade, quando chegavam aos oito anos se mostravam irritadiças na escola com freqüentes brigas com os colegas.

As 11 anos, os pais registravam que as crianças comumente mentiam, perseguiam colegas de turma e se envolviam em brigas.

Ao atingir os dezessete anos as mesmas crianças, agora adolescentes começam a cometer pequenos delitos e se mantêm agressivas.

As análises mostraram que mesmo quando se excluíam os fatores sociais que envolviam as crianças os resultados eram os mesmos.

O ponto de convergência de todas as crianças estudadas era o fato de que a deficiência nutricional estava associada a uma deficiência intelectual em todas as crianças.

Os cientistas acreditam que a falta de Zinco, proteínas e vitaminas do complexo B sejam a chave para um desenvolvimento inadequado do sistema nervoso central.

Talvez esses dados mostram que toda e qualquer preocupação com a nutrição das crianças é pouco e políticas de proteção e segurança alimentar repercutirão em toda a sociedade.

Caros internautas,

por Imprensa Sinasa
É com satisfação e com prazer que apresentamos a vocês o novo site do Sinasa. Elaborado por uma equipe especializada, a nova ferramenta nasceu para facilitar e trazer comodidade à vida do associado. Além de obter todas as informações necessárias para se cadastrar, conhecer a rede de médicos, laboratórios e hospitais parceiros e esclarecer as principais dúvidas sobre a empresa, o Internauta encontra agora um espaço interativo com informações sobre saúde e qualidade de vida. Sabe aquela especialidade médica que você nunca soube para que serve? E aquela doença que assusta? Tudo isso e muito mais, desejamos que você possa desvendar em nosso blog. Sempre atualizado, o espaço terá reportagens especiais, artigos assinados por colunistas das mais diversas especialidadessessões com dicas de prevenção, nutrição, beleza, bem-estar, entrevistas com profissionais de saúde e muitas histórias interessantes de vida. Agradeço pela atenção e conto com a colaboração de todos. Cordiais Saudações, Marcos Sarvat - Diretor médico do Sinasa

Antibióticos podem causar malformação na gestação

por Imprensa Sinasa

Bebês tiveram problemas cardíacos e no intestino
Por Fernanda Bassete, Folha de São Paulo

O uso de algumas classes de antibióticos no tratamento de infecções urinárias durante os três primeiros meses de gravidez pode aumentar o risco de o bebê nascer com malformações, diz estudo publicado na revista "Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine".

Os defeitos congênitos foram relacionados ao uso de sulfonamidas e nitrofurantoinas. Já a penicilina e seus derivados foram considerados seguros.

O estudo foi realizado pela geneticista Krista Crider, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. Ela analisou o uso de antibióticos na gravidez de 13.155 mulheres que tiveram filhos com uma das mais de 30 malformações congênitas e comparou com os resultados de 4.941 mulheres selecionadas aleatoriamente, que viviam na mesma região, e tiveram filhos saudáveis.

A pesquisadora constatou que as penicilinas e cefalosporinas, apesar de comumente usadas por mulheres grávidas, não foram associadas aos defeitos de nascimento. Já os medicamentos sulfonamidas e nitrofurantoinas foram associados com vários defeitos, como malformações cardíacas, fendas na face, problemas de intestino e até anencefalia.

O ginecologista Nilson Abrão Szylit, do hospital São Luiz, disse que as sulfonamidas e nitrofurantoinas já não eram recomendadas no começo da gestação, pois não havia estudos que garantissem a segurança. "O simples fato de não sabermos se é seguro já é motivo para não indicarmos", diz.

Quando a gestante tem infecção urinária, o ideal é tratar com penicilina, que não traz problemas. Em casos de alergia, a mulher pode usar a cefalosporina. "A droga de escolha na gravidez, sempre que possível, é a penicilina", diz Szylit.

O ginecologista Rodrigo Ruano, professor da USP, diz que o estudo confirma a existência de complicações associadas ao uso de antibióticos, mas reforça que o tratamento das infecções é fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê. "Se a mulher não tratar, o parto pode ser prematuro, pode haver rompimento de bolsa", diz.

Balanço da Gripe

por Imprensa Sinasa

por Luis Fernando Correia | blog Luis Fernando Correia

Parece que faz muito tempo, mas são só seis meses desde o início da pandemia de gripe que atinge a nossa aldeia global.

A partir dos primeiros casos detectados no México e Estados Unidos, praticamente todos os países do mundo já registraram a presença do novo vírus causador da doença.

Inicialmente foi chamada de gripe suína, nome que permaneceu no vocabulário popular apesar de se tratar de uma infecção de humanos. O vírus Influenza A H1N1 veio para ocupar o posto de vírus de gripe pandêmico esperado pelos especialistas há décadas.

A OMS, Organização Mundial da Saúde, diante do grande número de casos e da impossibilidade de confirmar laboratorialmente todos, orientou que se contassem somente os casos mais graves e que fossem testados.

De lá para cá, são mais de 420 mil pessoas infectadas, com pelo menos 5 mil mortes confirmadas em quase todo o mundo, e a cada semana novos países detectam casos e infelizmente registram fatalidades.

O novo vírus se mostrou facilmente transmissível e capaz de ocupar o espaço do vírus da gripe sazonal se tornando o principal da temporada de gripe 2009/2010.

Uma das surpresas foram os grupos mais atingidos pela infecção. Diferente do habitual os mais jovens, as grávidas e as crianças apresentaram os quadros mais graves, com vários pacientes necessitando de suporte de terapia intensiva e tratamento agressivo.

Alem desses grupos, pessoas com doenças crônicas e especialmente os obesos estão pagando um preço alto durante a atual pandemia.

No balanço geral da situação, o H1N1 se mostrou capaz de se disseminar rapidamente, alcançando o status de pandemia, atingindo praticamente todo o globo em poucas semanas. Felizmente a maioria dos casos é de curso benigno e a taxa de letalidade do vírus é semelhante a do vírus da gripe comum.

A boa notícia é de que, apesar do pouco tempo, uma vacina contra o novo vírus pode ser desenvolvida. Já está sendo aplicada no hemisfério norte nesse início de outono, preparando as populações para o inverno que se aproxima.

Infelizmente ainda não se produzirá a quantidade ideal de vacinas. Portanto, o número desejado de pessoas imunizadas, estimado pelas autoridades em 75%, não será atingido a tempo.

A primeira grande lição da pandemia do H1N1 foi de que os sistemas de detecção de novas viroses, montado desde o alarme da SARS e da Gripe Aviária, se mostrou capaz de identificar rapidamente o aparecimento de uma nova doença e permitir o isolamento de seu causador.

A pandemia de gripe, que era esperada pelos especialistas, chegou e vem cumprindo seu curso natural, atravessando o mundo em semanas e devendo permanecer entre nós ainda por algum tempo. Felizmente, não foi tão severa quanto se temia, quando lembramos da pandemia de 1918/19.

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